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Cabos (Cordas) NáuticosNovembro_2010
Cabos náuticosAplicações Cabo náutico é o termo geral para todas as cordas, em embarcações à vela, usadas para içar e regular os velames. São discriminadas como adriças, escotas, runnings, burros, esteiras, etc. Tensionando o punho do velame, e outros controles de navegação, os cabos náuticos regulam as velas e impulsionam a embarcação avante.
Geralmente os cabos usados em embarcações
modernas são construídos a partir de fibras sintéticas como a poliamida (náilon),
poliéster, Kevlar®, Technora®, Spectra®, Vectran® e polipropileno. As cordas feitas a
partir de materiais sintéticos apresentam muitas vantagens se comparadas às de fibras
naturais, incluindo resistência ao apodrecimento, resistência à tração e
características de alongamento mais adequadas.
Matérias primas Cânhamo um dos primeiros materiais a ser empregado na confecção de corda foi o cânhamo. É a mais forte das cordas feitas em fibras naturais, e como todas as cordas em fibra natural, de baixa resistência aos agentes climáticos. Isto pode ser parcialmente contornado embebendo a corda em alcatrão. Este procedimento, entretanto, reduz sua resistência. Embora as cordas de cânhamo estejam obsoletas, estas ainda podem ser adquiridas em lojas especializadas. Cordas de cânhamo úmidas, bem como qualquer corda feita com fibras naturais, sempre devem ser secas dependuradas, longe do solo e de paredes. Guardar a corda aonde o vento possa circular através desta, preferivelmente em ambiente afastado da ação dos raios solares. A resistência a tração da corda de cânhamo, comparada a de cânhamo embebida em alcatrão e sisal é aproximadamente 100:75:80. Sisal a corda de sisal também é feita a partir de uma fibra natural e ainda é encontrada em alguns locais. Alguns proprietários de embarcações mais tradicionais ainda preferem usar o sisal em seus cabos. As cordas de sisal são também utilizadas em trabalhos artesanais e decorativos. O sisal é frequentemente mais utilizado que o cânhamo, ainda que 20% menos resistente, em parte porque pode ser obtido mais facilmente, e também por ser mais resistente a intempérie. Polipropileno a corda de polipropileno multifilado é o substituto mais econômico para outros sintéticos e fibras naturais. Possui pouca resistência a abrasão, assim, deve ser protegida contra o atrito. Cordas de polipropileno podem ser trabalhadas e entrelaçadas com relativa facilidade, uma vez que apresentam um bom tato. Uma das vantagens das cordas em polipropileno é a flutuabilidade. É aconselhavel desfazer-se de cordas de polipropileno que apresentem cores desbotadas, uma vez que estas são muito sensíveis aos raios ultra-violeta. Tome cuidado em não confundi-lo com o poliéster, matérial muito superior. Poliéster a fribra de poliéster é mais conhecida pelo nome comercial Terylene® e Dacron®. O mais comumente usado é produzido pela Dupont e é chamado Dacron®. A Dupont desenvolveu a alta cadeia molecular de fibra Dacron®, a qual estes chamaram Tipo 52. Avanços recentes introduzidos pela AlliedSignal produziram uma fibra denominada 1W70 que é 27% mais tenaz que o Dacron® Tipo 52. O baixo alongamento, que pode ser sensivelmente reduzido através de tratamentos especiais durante a produção, faz com que a corda seja extremamente apropriada em aplicações que exijam um mínimo alongamento. Trançada, a corda de poliéster é de fácil manuseio e usada na grande maioria dos cabos náuticos de uma embarcação. A corda torcida de 3 pernas em poliéster é forte, resistente ao atrito e muito utilizada em aplicações pesadas. Poliamida a poliamida é amplamente conhecida como náilon, atualmente seu nome técnico. O náilon é suscetível a degradação por UV e agentes químicos numa taxa mais alta que a do poliéster. Suas propriedades físicas podem variar em até 100% devido a umidade. Devido a sua grande elasticidade, é utilizada quando se faz necessário absorver choques pesados. A corda se torna dura quando exposta ao excesso de sol. Deve-se tomar muito cuidado quando se faz um nó ou entrelaçamento numa corda de poliamida, em vista de sua elasticidade e de ser esta muito escorregadia, obrigando uma dobra extra ou entrelaçamento adicional a fim de torná-la segura. Kevlar® estra fibra de aramida, desenvolvida pela Dupont, tem na estrutura química a chave de sua superior resistência longitudinal e baixa resistência transversal. Isto se deve principalmente às fortes ligações covalentes na direção da fibra e débeis ligações de hidrogênio na direção transversal. Em 1971, quando o Kevlar foi introduzido no mercado, havia dois tipos. Tipo 29 e 49, com o 49 apresentando uma cadeia molecular 50% maior, o que resulta em uma resistência à flexão mais baixa. Outros tipos de Kevlar foram desenvolvidos posteriormente, como o 129, 149 e 159. O Tipo 149 é a fibra mais resitente. O Kevlar praticamente não apresenta alongamento. Resiste à luz ultra-violeta, quando revestida por uma capa de poliéster. Perde apenas 5% de sua resitência quando entrelaçada. É usada em adriças, escota de spinaker e cabos de controle. Vectran® é um multifilamento termoplástico de alta performance proveniente do polímero de cristal líquido (LCP), desenvolvido pela Hoechst Celanese. O LCP tem uma cadeia molecular inicial similar a o Kevlar 29. Avanços no processo produziram uma cadei molecular mais alta de Vectran. Sua resistência ao UV é pouco inferior a do Kevlar e um pouco mais caro do que este. O Vectran é a única fibra LCP comercialmente disponível no mundo hoje. Apresenta rigidez e resistência excepcionais. Peso por peso, a fibra Vectran é cinco vezes mais resistente que o aço e dez vezes mais forte que o alumínio. É produzida na cor preta e na sua cor de ouro padrão. Technora® - produzida pela Teijin no Japão, apresenta melhor resistência à flexão mas menor resistência ao UV se comparada ao Kevlar. A resistência ao UV é melhorada estrudando a fibra na cor preta. Spectra®/Dyneema® introduzida como opção ao Kevlar, esta fibra apresenta uma cadeia molecular inicial muito alta, alta resistência à ruptura, estabilidade ao UV similar ao poliéster e grande resistência à flexão. A única ponto negativo desta fibra é o seu arraste. O arraste resulta da aplicação de uma carga por um longo período de tempo e causa o crescimento da fibra em comprimento. Spectra 2000 foi introduzida como uma fibra Spectra que possui um arraste menor. A Dyneema é produzida pela DSM, uma empresa holandesa e é usada no lugar da Spectra. Fibra de Carbono esta fibra tem uma cadeia molecular extremamente alta mas de baixa estabilidade. Cabos produzidos a partir da Fibra de carbono devem ser mantidos com muito cuidado. Esta fibra é relativamente cara e frágil, mas têm-se observado um desenvolvimento contínuo. |