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Varas de PescaMaio_2010
Existe uma infinita variedade de varas à venda nas lojas especializadas que vão desde a tradicional vara de bambu até as produzidas a partir de fibras e mistura de fibras como as de carbono e grafite e outros materiais, como o kevlar, por exemplo, e estão cada dia mais leves e resistentes.
A não ser pelo seu baixo custo, varas de bambu não trazem qualquer benefício para o pescador e arremessos na beira da praia (surfcasting), portanto somente iremos discorrer sobre as varas produzidas a partir de fibras sintéticas.
Quanto ao Tamanho
O fator determinante de um bom arremesso não é, como muitos pensam, a altura da vara e sim a aceleração que se consegue imprimir à chumbada ao arremessa-la. Os tamanhos mais indicadas para o surfcasting devem ter entre 7 e 12 pés (2,10 e 3,65 m.), confeccionados em grafite de carbono ou tramas de fibras mistas com capacidade de carga de lançamento (casting weight) entre 30 e 250 gramas.
De modo geral, varas com tamanhos superiores a 12 pés são desaconselháveis por serem mais lentas e pesadas, cansam o pescador alem de desbalancear o ponto de apoio e aumentar o efeito de alavanca na mão deste. Em teoria, somente pescadores de compleição física avantajada podem tirar vantagem das varas acima desta medida.
Potência e Ação
Potência é a capacidade de carga de lançamento (casting weight), ação é o trabalho da vara, ou seja, a propriedade de curvar-se e voltar a posição de inércia. Estes dois fatores combinados determinam a capacidade da vara em catapultar a chumbada.

Escolhendo suas Varas de Pesca
Primeiro precisamos definir as distâncias dos arremessos. Para tal usaremos os conceitos de Beira, Meia e Fundo. A pescaria de Beira será aquela onde os arremessos são feitos entre linha d’água (onde termina a areia) da praia até 40 metros, a pescaria de Meia é a praticada entre 40 e 80 metros e a Pesca de Fundo são aquelas de arremesso superior a 80 metros.
Vara de Beira – Devem ter entre 7 e 9 pés (2,10 e 2,75 m.), leves, sensíveis porém firmes, sua ação deve variar entre rápida e ultra rápida, com casting entre 30 e 80 gramas.
Vara de Meia – Entre 9 e 11 pés (2,75 e 3,30 m.), resistentes e o mais leve possível, de ação rápida e casting entre 80 e 110 gramas.
Vara de Fundo – Entre 11 e 12 pés (3,30 e 3,60 m.) resistentes e fortes de ação rápida ou ultra rápida e casting acima de 110 gramas podendo chegar até 250 gramas ou mais.
Vale lembrar que existem varas específicas para o uso com carretilhas e varas específicas para o uso com molinetes, e que o uso de uma carretilha numa vara de molinete impede o bom funcionamento do conjunto e o inverso também ocorre.
Observação:
Quando adquirir uma vara de pesca tenha certeza da sua compra. Confira o casting, a composição e se o tamanho atende suas necessidades (estas informações estão impressas no próprio caniço). Verifique a ação da vara, a qualidade dos passadores, do prendedor de molinete e a montagem destes. Lembre-se: quem compra errado compra duas vezes.
Muitas vezes uma boa vara de pesca vem equipada com passadores de má qualidade (talvez por economia dos custos de fabricação), para estes casos é aconselhável e até indicado substitui-los por outros de qualidade superior.
Para conservar sua vara de pesca, lave-a com esponja e detergente a cada utilização, especialmente nos passadores e ponteira para evitar o aparecimento de pontos de corrosão, retire o excesso de água e deixe secar ao ar livre.
Por quê as varas quebram:
As quebras de varas se dão, principalmente, por manuseio indevido do pescador.
Além de serem quebradas nas portas de carros, colisão com mureta, beirada de barco, parede, cobertura e outros, a vara é pisada esmagada, sentada, mordida, roída, atropelada e outro acidentes acontecem. Normal mas, o pior delas é a forma que o pescador as manuseia. As varas de pesca por mais que sejam resistentes, elas NÃO SÃO INQUEBRÁVEIS, todas quebram e, se o pescador não cuidar como se deve, elas quebrarão sim. Outra modalidade de quebra é quando, de uma forma suicida, o pescador arca a ponta com a mão ou arca a vara puxando a ponta em direção ao cabo, testando sua envergadura, esta é a formar mais criminosa contra a vara de pesca e o pescador nunca reconhece que fez besteira, é mais fácil afirmar que a vara é uma porcaria. ou estava com defeito.
Um dia me falaram que a velocidade mais perigosa para se dirigir é a de 40 km/h, logo percebi que era uma piada mas, explicaram que em todos os acidentes, quando os condutores vão tentar justificar, sempre dizem que a velocidade que estavam era de 40 km/h e, com as varas são a mesma coisa, os peixes que mais quebram varas são os que não alcançavam 1/2 kg. Estes peixes são realmente um "serial killer" de varas de pesca, "eita peixinho brabu".
Outra modalidade, tecnicamente falando, a quebra é ocorre quando, na hora da fisgada, o pescador ultrapassa a fisgada, alem dos 45° do alinhamento da vara, geometricamente, prova que elevando a vara alem dos 45°, só diminui a potência da fisgada e aumenta a possibilidade de quebra por que a potência da fisgada passa da parte inferior do cabo, que é mais rígido, para a ponta que é mais flexível, ocasionando a quebra.
Também quebram-se varas quando se tenta levantar o peixe com elas, lembrem-se: ultrapassou os 45° .
Colaboração : Tadeu Miraguaia